Ensino de farmácia no brasil

O crescimento do curso de graduação em farmácia irá potencializar a demanda nas principais regiões do país, com a falta de profissionais qualificados no setor

O farmacêutico é o profissional que possui maior conhecimento sobre os medicamentos, do que qualquer outro profissional sanitário. Traz um papel mais relevante do que um simples intermediário, entre médico e paciente, na visão do comércio. Além da qualificação técnica, desempenha também uma função social; ou seja, mais do que um especialista, o farmacêutico deve ser um profissional cidadão.

Este profissional estuda os remédios, cosméticos e alimentos industrializados de modo a garantir sua eficácia e segurança na produção e utilização pelo consumidor. Pode atuar na pesquisa, produção e distribuição dos mesmos, sendo obrigatório o registro no Conselho Regional de Farmácia.

Em média 10 mil pessoas se formam em farmácia por ano. “A falta de profissionais em algumas regiões do país deve ser suprida ao longo dos anos, com o crescimento no número dos cursos de graduação em farmácia”, revela Valmir de Santi, da Comissão de Saúde Pública do CFF (Conselho Federal de Farmácia).

Para isso, é necessário que o farmacêutico detenha excelente base de ensino e familiaridade com matérias que serão primordiais para o seu sucesso, que estão presentes desde o Ensino Médio, como a Biologia e Química. A habilidade com a Matemática e Física também será cobrada no curso de farmácia.

Uma situação que interfere de forma direta sobre o processo educativo e, vem sendo discutido há quase duas décadas na grade curricular é a necessidade de reorientação no ensino de farmácia no Brasil. Destacam-se o posicionamento destes profissionais, enquanto agentes de saúde disponível à população e a importante passagem no estágio supervisionado. Tendo este, a função de propiciar ao aluno oportunidades de atuação mais segura, com senso de responsabilidade e conscientização de seu papel na sociedade.

O CFF, órgão responsável pela categoria, regulamenta a atividade dos farmacêuticos em 72 diferentes áreas de atuação. De uma maneira geral, podem trabalhar em farmácia, hospital, indústria, laboratórios de análises clínicas, desenvolver novos medicamentos, praticar acupuntura, entre outras funções e lugares.

Diante da vasta oportunidade de atuação, o mercado de trabalho torna-se promissor e não está saturado, como ocorre atualmente na maioria das profissões. Os dados obtidos no CFF apontam a expansão do setor, os números de farmácias e drogarias no país representam: (18.425) em capitais, (60.585) em cidades do interior, (7.164) farmácias com manipulação e mais (1.082) em farmácias homeopáticas.

O piso salarial do farmacêutico é definido em cada estado pela negociação do Sindicato dos Farmacêuticos com o Sindicato Patronal, sendo posteriormente aceito, ou não, pela categoria com votação em Assembleia Geral. Desta forma, cada estado tem um piso salarial diferente, relativo ao número de horas trabalhadas pelo farmacêutico.

A graduação tem duração de cinco anos e as faculdades que possuem maior prestígio no país são: USP, UFMG, UFSC, UFRGS, UFPE e Unb.

Escrito por Renata Carvalho, jornalista / Abril 2011